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O Yule, o Halloween, a Roda do Ano, a Wicca e o Paganismo GermânicoO Yule, o Halloween, a Roda do Ano, a Wicca e o Paganismo Germânico

  O Yule, o Halloween, a Roda do Ano, a Wicca e o Paganismo Germânico Chega o mês de outubro, e com ele, aquela sensação quase mágica no ar: lojas repletas de abóboras, máscaras e enfeites sombrios, festas de Halloween pipocando em todo canto e uma animação que parece contagiar até quem nunca teve contato direto com as tradições anglo-saxônicas. Para quem aprecia o esoterismo, a espiritualidade ou a antiga senda pagã, esse período parece ainda mais especial não só pelo folclore, mas pela antiga ideia de que celebrações como Halloween guardam ecos remotos das festas dos povos europeus, muitas vezes associadas aos equinócios e solstícios. Mesmo estando longe das culturas que originalmente celebravam o Dia das Bruxas, a celebração está cada vez mais presente no cotidiano brasileiro, impulsionada pela globalização e pela busca por rituais de reconexão espiritual. Junto com esse fenômeno, também cresce o conceito de que os antigos europeus celebravam uma “Roda do Ano”, um ciclo organiza...

A Imersão de Recém-Nascidos em Água Fria: Um ritual religioso germânico pré-cristão transmitido por autores gregos?

Dentro da religião cristã, o batismo tem uma função importante para o fiel e para a própria religião. Portanto, muitas pessoas acabam perguntando se existe alguma coisa parecida quando tratamos, não só da religiosidade germânica, mas de outras religiões pré-cristãs. Tendo isso em vista, vamos analisar a ideia, buscando encontrar uma resposta para esse questionamento. O costume de mergulhar recém-nascidos em água fria entre povos germânicos é mencionado por dois autores gregos: Galeno de Pérgamo e Sorano de Éfeso. A partir dessas referências, pesquisadores modernos levantaram a hipótese de um antigo ritual de consagração pela água, denominado Wasserweihe (“consagração aquática”), que teria precedido o batismo cristão e, ao mesmo tempo, conferido ao infante um estatuto jurídico e social. Essa hipótese, interessantíssima, coloca em diálogo três níveis distintos de tradição: o testemunho clássico greco-romano, a reelaboração literária nórdica e a recepção moderna por filólogos e hist...