Se você, assim como eu, é um grande fã de Tolkien, provavelmente já se deparou com as sebes — cercas vivas que decoram e delimitam fronteiras na Terra-média, fortemente inspiradas nas paisagens europeias. Mas você sabia que essas sebes, ou cercas vivas como conhecemos mais comumente, estão muito além de belas decorações de jardim? Vamos adentrar agora nas antigas crenças. Um dos grandes pilares das práticas mágicas dos antigos era a busca por proteção, sendo, portanto, de cunho apotropaico — do grego ἀποτρόπαιος ( apotropáios ), que significa afastar, desviar ou mandar para longe. Trata-se de um termo amplamente utilizado para definir amuletos e rituais de proteção. Muitos dos amuletos e inscrições rúnicas encontrados tinham essa finalidade: afastar entidades como elfos e anões, como no amuleto de Ribe, onde inscrições rúnicas dizem algo como: “Ulfr, Odin e o Altíssimo Týr. Buri ajudam Bur contra eles; dor e sofrimento pelo anão. Bur.” Devemos, no entanto, ter em mente que a ins...
Herbologia: a magia das ervas e o caminho ancestral Desde que a humanidade começou a dar seus primeiros passos, as plantas passaram a fazer parte de nossa história: ora como alimento, ora como medicina, ora como magia e mistério. Ao longo do tempo, surgiram diversos registros de sua domesticação e de sua importância para inúmeras sociedades. Mesmo nos dias de hoje, em uma sociedade tão habituada ao consumo de remédios industrializados e substâncias consideradas mais eficientes, ainda podemos ouvir os ecos do passado nas palavras das pessoas mais antigas — pais, avós ou até tataravós — que falam sobre remédios caseiros, sobre um chazinho milagroso que cura resfriados ou sobre uma benzedeira que conhece um rezo poderoso. No fim, não importa o quanto evoluímos tecnologicamente: as plantas continuarão sendo parte de nossas vidas. Seja em pautas ambientais, no tradicional “chá da vovó”, ou simplesmente em um vaso colocado em algum canto da casa para trazer beleza e alegria ao ambiente. Agor...